Justiça do Canadá obriga Google a revelar identidade de usuários do Gmail

gmail Uma universidade canadense conseguiu na Justiça que o Google e duas das maiores empresas de telecomunicações do país revelassem a identidade dos responsáveis por um e-mail anônimo – a mensagem acusava de fraude o presidente da Universidade de York.

De acordo com a publicação local “National Post”, o e-mail enviado pelo serviço Gmail diziam que Mamdouh Shoukri “cometeu uma fraude escandalosa” quando selecionou um reitor. Em janeiro, a instituição anunciou a contratação de Martin Singer como reitor da faculdade de Artes Liberais, considerada a maior do país. “A Universidade de York teve sorte ao atrair um acadêmico e administrador como ele [Singer]”, afirmou Shoukri à época.

Uma semana depois, afirma o “National Post”, um e-mail do Gmail foi enviado em nome de um grupo chamado York Faculty Concerned About the Future of York University (corpo docente de York preocupado com o futuro da Universidade de York, em português). A mensagem questionava o currículo de Singer e dizia que esse tipo de mentira está “entre as mais graves ofensas”, além de pedir a renúncia de Shoukri.

Em maio, a instituição de ensino conseguiu junto à Justiça uma ordem para que o Google revelasse os IPs (protocolos de internet) associados à conta de e-mail. O gigante de internet afirmou que os provedores de acesso relacionados ao caso eram a Bell Canada e Rogers Communications. Na semana passada, a Universidade de York obteve uma ordem similar para que as empresas de telecomunicações divulgassem a identidade desses clientes.

Com a decisão do juiz George R. Strathy, do Tribunal Superior de Ontário, a universidade tem agora as identidades de cinco ou seis pessoas que teriam utilizado a conta do Gmail. Segundo o juiz, esses dados podem ser usados somente com o propósito de dar início a um processo contra os responsáveis pelas mensagens.

Opiniões

O professor David Noble, da Universidade de York, considerou a iniciativa desnecessária, pois as afirmações feitas nas mensagens são verdadeiras. “Eles estão gastando grandes quantidades de dinheiro para quê? Acho que estão desesperados para saber quem está envolvido no envio dos e-mails”, afirmou o professor. Segundo ele, seus colegas não querem comentar o assunto, pois têm medo de represálias.

Já o advogado Will McDowell, da instituição, afirmou: “a liberdade de expressão não é ilimitada. O que eles disseram foi prejudicial à universidade”.

[Fonte: G1]

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